sexta-feira, 8 de junho de 2012

piolhinho frade.

yaya, faz tempinho que não te vejo
te sinto falta nos cafés e até desejaria de novo cocheirinha
só pra ver cada um no seu lugar
já tentando descobrir cadê nosso lugar no mundão deus

yaya, vamos lá fabricar dramas
nossos amores pareciam nunca dar certo só pra virarem motivo de poema
será que era?
a indecisão da paixão e ódio pela savassinha
e confesso, por você, eu iria todo fim de semana na maria no inferno

yaya, tou lembrando do teu aniversário
(mas não me deixa lembrar mais, pelo amor de djésus)
e tentando até agora entender o que nos fez chegar a isso
foi aquele papo de calourada da belas x banda mais tilelê da cidade?
a decodificação do "desafeto"
e de repente, um coração perdido a mais pra dividir as moléstias do pequeno cotidiano dolorido comigo

yaya, me segurei em vocêzinha pra não cair nas escadas
e pra não cair na fé
são jorge tá aqui na chave todo dia.
e nos passados dias de futuro incerto e morte certeira
a gente tentava pular o abismo e ainda ria na cara do perigo
mas olha, veja só você: não é que deu certo?

yaya, na semana maldita do sisu
para mim, não haveria aprovação se você não estivesse junto
e te ver juizdeforado no frigir dos ovos ("EU QUERO PASSAR É EM JUIZ DE FORA!")
me valeu mais do que trinta aprovações na MedUSP

yaya, começa a decidir o cardápio do teu almoço
traz um dia o video-game aqui pra casa
a gente reúne a turma
entra todo mundo no carro do fernando pra começar uma novela mexicana
e promete não beber nunca mais

yaya, a vida ainda nos promete poesia e muita Liberdade
e se a promessa não vingar, tequila nunca há de faltar

yaya, lembra de mim se o barreiro um dia ficar muito distante de onde eu estiver
e lembra desse pseudo-poema que eu tentei não deixar muito ridículo
pra celebrar o que tivemos e o que iremos ter

yaya, sorri e abre teus campos
guarda pra sempre essa tua doçura
quero aquela tua foto com a sanfona
pra sempre num porta-retrato.

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